6 de fevereiro de 2012

Brincando você conhece seu filho!



À medida que as crianças crescem, os pais se deixam absorver pela rotina do dia-a-dia, pelo corre-corre do trabalho e preocupações domésticas, passando a priorizar um interesse pelo estudo e notas dos filhos.
Por outro lado, fruto destas mesmas causas, os pais por medo de que o filho tenha um tempo ocioso, enchem o dia-a-dia da criança com inúmeras atividades dirigidas que envolvem vários esportes e aulas variadas.
Assim, os momentos de lazer compartilhado entre pais e filhos escasseiam cada vez mais, em prejuízo da elaboração de um espaço de intimidade e da construção de uma proximidade que trará frutos muito úteis para lidar com a adolescência no futuro. Brincando com seu filho você terá uma chance de conhecê-lo melhor, de perceber seus sentimentos e pensamentos, ao saber suas fantasias que expressam desejos e temores, muitas vezes não ditos, como ela vê o papel dos pais em sua vida, e de como ela está entendendo o mundo que a cerca.
Ao brincar, os pais devem se deixar levar pela criatividade dos filhos, pela imaginação dos mesmos, evitando corrigi-los em suas brincadeiras, caso não haja riscos físicos, para que não se iniba a sua espontaneidade. Considerar brincadeira como “coisa de criança” só faz criar um muro entre as gerações, um muro do qual, na adolescência, os pais se queixarão e até temerão. Brincando com os filhos, ao sentar no chão para empilhar cubos, desenhar, contar histórias, mostrar quebra-cabeças, pular amarelinha, jogar bolinha de gude, andar de bicicleta ou se fantasiar de super-herói num faz-de-conta, você também poderá resgatar comportamentos sadios como descontração, senso de humor e flexibilidade. Pense nisso!
Os pais de hoje, em geral, têm uma vida muito mais agitada. Entretanto, os filhos pequenos esperam por essa atenção, porque a brincadeira é seu meio de “conversar”, descobrir coisas, mostrar o que sabem e se sentirem valorizados pelo olhar e pelas palavras paternas. O importante é conversar com os filhos sobre este cansaço, que faz certamente com que haja dias em que não conseguem estar dispostos para brincar, tentando deixar claro que isto anda tem a ver com estarem rejeitando ficar com eles.
Outra idéia é limitar o tempo da brincadeira: 15 minutos bem brincados, mesmo que apenas nos fins de semana, são melhores que uma manifestação de “não me incomode” ou “me deixa!”

(Colaboração da professora Luciana, do Maternal I A.
Texto de Elisabeth Salgado)

Um comentário:

Gil Van Bisceglia disse...

Eu conheço bem o meu Filho. Em todos os seus sentimentos,dos mais na "cara", até os mais escondidos (que não são poucos). Eu conheço bem o meu Filho.