O desenvolvimento emocional da criança
O mais importante numa relação entre pais/professores e filhos/alunos é o amor. Toda criança espera ser amada e só assim passa a retribuir esse amor.
Desde que nasce, enquanto cresce e se desenvolve precisa sentir-se querida, procurada, ajudada, elogiada, para crescer emocionalmente equilibrada e desenvolver na vida adulta todo seu potencial humano.
Também o pai tem um papel insubstituível nessa tarefa: ele ajuda a criar uma base segura com amor e entendimento, para que a criança se torne um adulto feliz.
Para respeitar uma criança é necessário aceitá-la do jeito que é, entender que ela vai crescer e construir sua própria vida, de modo diferente do que fizeram pai e mãe, e ensinar-lhe as normas de convivência já sabendo que ela vai praticá-los a seu modo, com seus limites, inclinações e imperfeições. Precisamos saber que a grande meta na vida dessa criança é tornar-se ela própria e não uma simples repetição do que somos ou fomos.
Um bebê, uma criança, é incapaz de compreender relações humanas, analisar situações ou tomar decisões. Ela age movida apenas por suas necessidades, medos e aflições.
Assim, não se pode dizer que ela respeita ou desrespeita a mãe ou o pai. Ela deve ser entendida, acalmada, amparada. Com paciência, tolerância, até que o tempo determine o amadurecimento e a permita fazer suas escolhas.
O desenvolvimento emocional tem relação direta com o processo de aprendizagem da criança, pois a aprendizagem acontece quando a criança é capaz de fazer assimilações diante daquilo que é relevante para seu contexto de vida. O que faz sentido para a criança apresenta-se imbuído de questões emocionais, seja através do medo, das frustrações, da motivação, enfim, a criança conhece o mundo enquanto cria, e, ao criar o mundo, ela nos revela a verdade sempre provisória da realidade que se encontra. Construindo seu universo particular no interior de um universo maior reificado, ela é capaz de resgatar uma compreensão do mundo, devolvendo, por meio do jogo dialógico que estabelece na relação com os outros, os múltiplos sentidos da realidade (SOUZA, 1996).
Nessa relação que a criança estabelece com o meio, o aprendizado ocorre por intermédio das emoções. Assim, percebemos que a aprendizagem é um processo intensamente emocional, orientado, inibido e conduzido por diferentes emoções, incluindo medo e esperança, excitamento e desespero, curiosidade e ansiedade.
É importante "sentir" para "aprender", e é papel dos pais e professores trabalharem com foco na educação emocional, abrindo caminho para atuarem no apoio às crianças.
Fernanda Lapenda Silveira
Pedagoga / Psicopedagoga /
Especialista em Gestão Escolar

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