9 de novembro de 2011

Sobre brinquedos de meninas e meninos...


“Brincar, e não ter a vergonha de ser feliz...”

Brincar é tão importante para a criança como trabalhar é para o adulto. É o que a torna ativa, criativa, e lhe dá oportunidade de relacionar-se com os outros; também a faz feliz e, por isso, mais propensa a ser bondosa, a amar o próximo, a ser solidária.
A criança não é um adulto que ainda não cresceu. Ela tem características próprias e para alcançar o pensamento adulto (abstrato), ela precisa percorrer todas as etapas de seu desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional. Seu primeiro apoio nesse desenvolvimento é a família. Posteriormente, esse grupo se amplia com os colegas de brincadeiras e a escola.
Brincando, a criança desenvolve potencialidades: ela compara, analisa, nomeia, mede, associa, calcula, classifica, compõe, conceitua, cria, deduz etc… Automaticamente ela vai adquirindo mais confiança em si e aprimorando seus conhecimentos.
Há muita discussão/dúvida em torno dos brinquedos indicados para meninos e/ou meninas, mas quem disse que meninos e meninas têm que ter brinquedos separados?
É normal que meninos brinquem com bonecas e meninas brinquem com carrinhos. Isto não indica que ele esteja ficando afeminado ou ela masculinizada, apenas que estão em uma época de descobertas e de diversão!
O brinquedo nada mais é do que a ferramenta que a criança tem para se divertir. O ato de brincar em si tem muito mais peso do que o brinquedo escolhido para isto.
É de extrema importância que deixemos as crianças livres para que descubram – da maneira como preferirem, independente do objeto que será usado para brincar – um mundo novo através das brincadeiras.
Independentemente de gênero, tipo ou estilo do brinquedo, o importante é que os pais sigam algumas instruções/indicações:       

Interesse:
É o brinquedo que convida a brincar, que desafia seu pensamento.

Adequação:
Deve atender a etapa de desenvolvimento em que a criança se encontra e suas necessidades emocionais, sócio-culturais, físicas e intelectuais.

Apelo à imaginação:
Deve estimular a criatividade e não limitá-la.

Versatilidade:
O brinquedo pode ser usado de diferentes formas, explorando a inventividade.

Composição:
As crianças gostam de saber como o brinquedo é por dentro.

Cores e formas:
O colorido, texturas e formas diferentes a estimulam sensorialmente.

Tamanho:
Deve ser compatível com sua motricidade (quanto menor a criança, maiores serão as peças do brinquedo).

Durabilidade:
Brinquedos muito frágeis causam frustração não somente por que se quebram, mas também porque não dão à criança tempo suficiente para estabelecer uma relação com eles.

Segurança:
Este é um dos mais importantes itens na escolha de um brinquedo. Deve ser feito de tinta atóxica, sem pontas e arestas nem peças que possam se soltar.

Quanto à brincadeira

• Dê tempo para que a criança possa explorar o material, deixando que ela tente sozinha, mas estando disponível se precisar de ajuda.
• Estimule sua auto-estima; faça com que ela se sinta capaz de aprender, dando-lhe o tempo que precisar.
• Encoraje suas manifestações espontâneas, permita que ela tome a iniciativa.
• Introduza propostas novas, estimulando a resolução de problemas.
• Escolha brinquedos adequados ao nível de desenvolvimento e interesse da criança.
• Aumente a dificuldade se notar que o jogo está fácil demais e reduza-a se estiver além de seu entendimento.
E lembre-se: quando apresentar um brinquedo a seu filho, demonstre interesse. Uma caixa vazia, dependendo de como lhe for apresentada, poderá virar uma casa, um barco, um carro, uma torre, uma cama de bonecas, um fogão... ou, simplesmente, uma caixa vazia!

Um comentário:

Paula Martinez Amaro disse...

Adorei esse artigo!
Acho que a criança deve ser criança mesmo e brincar com o que quiser. Outro dia a Luisa pediu carrinhos da Hot Weels e eu comprei. Acho ridiculo quem fica fazendo essa diferença, principalemnte com menino, pq acho que a mae acaba criando um "pequeno machista".
Temos que deixar as crianças serem crianças!