21 de outubro de 2011

MUITO PRAZER EM IMITÁ-LO

A infância é o tempo de formação do caráter e da personalidade da criança... Inserida em um mundo repleto de coisas novas, interessantes, experenciáveis, a criança também utiliza dos exemplos e atitudes vivenciados para  moldar seus comportamentos.

Nesse sentido, ainda sem parâmetros para medir o que é certo ou errado, a criança muias vezes acaba por imitar gestos, trejeitos ou linguajares de coleguinhas...

Transcrevi abaixo um trecho do livro PAIS E EDUCADORES DE ALTA PERFORMANCE, de Içami Tiba, que trata exatamente sobre essa questão: "Se os amigos e colegas têm e fazem, por que meus filhos não podem ter nem fazer? Se meus colegas e amigos têm, por que também não posso eu? Se é para ter, por que não o melhor? Fazer mais e fazer melhor?

O que é moda? É um imitar o outro! Mas por que imitar? Porque é o primeiro estágio da vida em grupo. Quando se imita o outro, o humano sente-se identificado e agregado com o original, portanto sente-se bem-sucedido no primeiro  passo para a vida em grupo.

Por que não inventa? Porque a criação vem depois de realizada a etapa do viver em grupo. O inventor é tanto mais bem-sucedido no grupo quanto mais for imitado, o que lhe garante mais prazer, isto é, mais dopamina.

Por que o humano quer sempre se destacar da multidão? Porque ninguém gosta de passar despercebido. É um feedback positivo de validação mútua, de si e dos outros. Isto é, validamos quem nos valida. O sucesso é a validação da nossa vitória pessoal. Portanto, é mais dífícil inventar que imitar. Quem inventa é o líder. Quem imita, copia e consome são os liderados"

A discussão não gira em torno de quem deve ser (ou é) líder e liderado - mesmo porquê ambos os papéis têm a sua importância na sociedade. Devemos, assim, incentivar os pontos positivos da vivência em grupo, onde naturalmente as descobertas, criações e invenções são imitadas.

Como educadores (de preferência, pais e educadores de alta performance), cabe a nós apenas acompanharmos nossos filhos sempre, orientando-os a cada passo, para que consigamos trabalhar cada questão/atitude antes de ela ser absorida pela criança. Essas situações fazem parte do processo de aquisição da autonomia...

A felicidade de nossos filhos depende do quanto eles forem autônomos, e isso acontecerá a partir do momento em que lhes dermos regras e limites! Nossos  filhos anseiam por uma vida de plenitude e todos os dias nos enviam mensagens sobre o que precisam para terem uma educação eficaz... Devemos estar preparados para perceber essas mensagens, dando a eles uma educação baseada no amor e na disciplina!

Eles esperam isso de nós... E quem irá se arriscar a decepcioná-los?

3 comentários:

Paula Martinez Amaro disse...

Fernanda, adorei o texto. Ficou ótimo!
Vou fazer meu papel de Mãe, orientar, educar e amar, porque eu com toda a certeza não vou me arriscar a decepcioná-las!

Carol disse...

Incrível esse texto !! Quando eu for mãe também irei seguir ...
Parabéns Fê !

Carol disse...

Parabéns Fê,todos os seus artigos são ótimos !!