23 de fevereiro de 2012

Saúde e alimentação!

Como incentivar seu filho a ter uma alimentação mais saudável

A alimentação é essencial para que a criança cresça e se desenvolva bem. OK, disso você já sabia. Mas como fazer uma criança pequena e muito teimosa comer alimentos saudáveis, naturais, e absorver o hábito para o resto da vida? Não é tarefa fácil, mas temos algumas sugestões que podem ajudar.
Lembre-se: você não precisa usar todas essas estratégias. São só ideias, mas cada mãe sabe o que funciona melhor com seu filho, e sabe o tempo que tem disponível para cuidar das refeições e da família.
Deixe a criança participar
Uma ótima maneira de fazer seu filho se interessar é envolvê-lo nas decisões da família sobre a comida. É claro que ele não vai poder ler o cardápio de um restaurante, mas vai adorar ir com você ao supermercado.
Assim que já conseguir fazer isso, peça a ele que segure a lista das compras do supermercado no carrinho. Dê a ele o direito de escolher algumas coisas: cenoura ou chuchu? Abacate ou melão para a sobremesa?
Tente transformar a coisa numa brincadeira: leve-o à feira ou ao supermercado numa "caça ao brócolis", desenhe o brócolis, ensine a ele a cor do brócolis, e faça a maior festa se ele comer. Mas não desanime se com tudo isso ele não quiser abrir a boca nem com reza brava. Aproveite você para comer o brócolis -- com sorte ele vai se inspirar e querer imitá-la.
Há várias outras formas de envolver seu filho na alimentação. Veja algumas ideias:
- Diga que ele é o cozinheiro (vale até um chapéu de chef improvisado, ou um avental) e deixe-o colocar queijo ralado no macarrão, espalhar o molho sobre a massa da pizza, fazer bolinhas com a massa de pão.
- Faça "carinhas" com a comida no prato dele: por exemplo, macarrão como cabelo, dois tomatinhos como olhos, uma almôndega. Em cima da torta, desenhe com a massa a inicial do nome da criança ou use cortadores de biscoito para criar enfeitinhos.
- Ainda com cortadores de biscoito: use-os para cortar sanduíches de pão de forma em formatos divertidos.
- Deixe-o molhar pedaços de fruta no iogurte. Ele vai adorar a meleca, e talvez coma.
- Arranje pratos coloridos, ou um jogo americano divertido, para ele achar mais graça na hora de comer.
Vá até a fonte
Leve seu filho, quando der, para conhecer um pomar, uma horta ou uma fazenda, para ele ver de onde as coisas vêm. Mesmo que você não consiga fazer esse tipo de passeio, mostre as árvores nas ruas, plante um feijão no algodão em casa mesmo, para tentar atrair o interesse da criança. E faça da ida à feira ou ao supermercado um programão para ele.

Cuidado com os sucos artificiais
Sucos de caixinha são gostosos mas podem enganar: em vez de nutrientes naturais, podem conter corantes e adoçantes artificiais. Outras vezes os sucos até são naturais, mas contém muito açúcar.
Os sucos naturais, de preferência feitos na hora, com a fruta fresca, são excelentes para a nutrição da criança. Melhor ainda se estiverem misturados com hortaliças (laranja com cenoura, abacaxi com couve). Só que não dá para exagerar no suco: os açúcares naturais das frutas podem "roubar" o apetite do seu filho para outros alimentos, e ainda fazer mal aos dentes, se ele tomar suco o dia todo (pior se for na mamadeira).
Mescle então os sucos com frutas em pedaços. E não se esqueça de oferecer água quando ele estiver com sede. Na lancheira da escola, por exemplo, não é necessário mandar suco todo dia. A criança pode tomar água com o lanche.
Comida saudável com cara de guloseima
Bebidas geladas com frutas são apetitosas no calor. Com alguns ingredientes extras, elas ficam ainda mais saudáveis. Para dar substância, você pode colocar suco de fruta, leite, iogurte ou sorvete. Acrescente as frutas que preferir e ponha ingredientes saudáveis e inofensivos como semente de linhaça moída (não altera o sabor e acrescenta fibra e ômega 3).
Use frutas e hortaliças para fazer bolos caseiros. Se a criança adora bolo de cenoura, talvez se convença a comer a cenoura de outros jeitos. Em bolos e pães feitos em casa, você pode trocar uma parte da farinha por farinha integral, para aumentar o teor de fibra (mas nunca mais que a metade do total de farinha). Até abobrinha dá para usar em receitas de bolo!
Gelatinas naturais são outra grande sacada: em vez de usar o pozinho industrializado, faça um suco de frutas natural ou pegue a polpa e junte gelatina incolor sem sabor, para dar a consistência.
Tente não enganar a criança
Se seu filho se sentir traído pela lasanha que na verdade era de berinjela, pode ficar desconfiado para sempre, toda vez que você for dar uma comida para ele, mesmo que seja a preferida.
Dê um aviso de que a coisa é novidade: "Hoje vamos comer uma lasanha especial, que eu adoro!" Você sempre corre o risco de a criança fazer cara feia quando ouvir a palavra "especial" ou "diferente", mas é melhor do que ele recusar tudo o que você oferecer, desconfiando de algum truque.
Pouco é muito
Não é tão difícil suprir as necessidades nutricionais de uma criança pequena. Um inocente lanchinho formado por meio copo de leite integral, uma fatia de pão de forma integral com uma camada fina de creme de amendoim ou geleia natural já responde por 82 por cento das necessidades de proteína num dia todo, além de um terço do total de cálcio necessário, quase todo o magnésio e metade do zinco.
 Também é um terço da quantidade de carboidratos recomendada, uma vitamina com uma banana e meia xícara de morangos já "mata" toda a necessidade de fruta por um dia inteiro.
Seja um bom exemplo
Servir de exemplo para seu filho é uma ótima oportunidade para mudar os seus próprios hábitos alimentares e comer melhor. O pão integral pode ser adotado pela casa inteira. Você vai mesmo ter de comprar frutas e hortaliças, portanto aproveite e coma também. O que você faz em casa é encarado como o "normal" pelo seu filho. A partir daí, a imitação é natural. Se na sua casa tiver salada todo dia, ele vai achar que é assim que tem de ser, e vai estranhar se na casa do amiguinho não houver nenhum alimento verde na mesa.
Desestresse
Sabemos que é fácil falar, que todos os seus instintos maternos só serão satisfeitos quando o prato estiver vazio... Mas procure não se estressar muito se ele não comer. Há quem diga que as brigas para a criança comer acabam criando um ciclo vicioso: ela recebe bastante atenção e faz mais birra.
Confie nos instintos do organismo do seu filho. Já diziam os médicos das antigas que criança não morre de fome em casa onde haja comida. A epidemia de obesidade levou os especialistas a temerem ainda mais comportamentos como exigir que a criança "raspe o prato" ou usar sobremesa como arma de chantagem.
Se ele não comeu, respire fundo, leve o prato embora e espere a próxima refeição (como o lanche da tarde). Nela, ofereça alimentos nutritivos, como frutas, pão com queijo, leite. Faça todo o esforço do mundo para não ceder logo depois e compensar a falta de alimentação com uma bolacha ou algo de que a criança adore comer: ela vai aprender rapidinho a usar o truque para conseguir o que quer.
Procure participar da refeição, fazendo dela uma situação agradável. A ideia é fazer com que seu filho crie um relacionamento saudável com a comida. Assim como os demais cuidados, a alimentação envolve parceria com os familiares.


Colaboração da professora Rose Gandra Pontes, do Maternal II B.
Escrito para o Baby Center Brasil. Aprovado pelo conselho médico do Baby Center Brasil.

13 de fevereiro de 2012

Desenvolvimento emocional e processo de aprendizagem


O desenvolvimento emocional da criança
O mais importante numa relação entre pais/professores e filhos/alunos é o amor. Toda criança espera ser amada e só assim passa a retribuir esse amor.
Desde que nasce, enquanto cresce e se desenvolve precisa sentir-se querida, procurada, ajudada, elogiada, para crescer emocionalmente equilibrada e desenvolver na vida adulta todo seu potencial humano.
Também o pai tem um papel insubstituível nessa tarefa: ele ajuda a criar uma base segura com amor e entendimento, para que a criança se torne um adulto feliz.
Para respeitar uma criança é necessário aceitá-la do jeito que é, entender que ela vai crescer e construir sua própria vida, de modo diferente do que fizeram pai e mãe, e ensinar-lhe as normas de convivência já sabendo que ela vai praticá-los a seu modo, com seus limites, inclinações e imperfeições. Precisamos saber que a grande meta na vida dessa criança é tornar-se ela própria e não uma simples repetição do que somos ou fomos.
Um bebê, uma criança, é incapaz de compreender relações humanas, analisar situações ou tomar decisões. Ela age movida apenas por suas necessidades, medos e aflições.
Assim, não se pode dizer que ela respeita ou desrespeita a mãe ou o pai. Ela deve ser entendida, acalmada, amparada. Com paciência, tolerância, até que o tempo determine o amadurecimento e a permita fazer suas escolhas.
O desenvolvimento emocional tem relação direta com o processo de aprendizagem da criança, pois a aprendizagem acontece quando a criança é capaz de fazer assimilações diante daquilo que é relevante para seu contexto de vida. O que faz sentido para a criança apresenta-se imbuído de questões emocionais, seja através do medo, das frustrações, da motivação, enfim, a criança conhece o mundo enquanto cria, e, ao criar o mundo, ela nos revela a verdade sempre provisória da realidade que se encontra. Construindo seu universo particular no interior de um universo maior reificado, ela é capaz de resgatar uma compreensão do mundo, devolvendo, por meio do jogo dialógico que estabelece na relação com os outros, os múltiplos sentidos da realidade (SOUZA, 1996).
Nessa relação que a criança estabelece com o meio, o aprendizado ocorre por intermédio das emoções. Assim, percebemos que a aprendizagem é um processo intensamente emocional, orientado, inibido e conduzido por diferentes emoções, incluindo medo e esperança, excitamento e desespero, curiosidade e ansiedade.
É importante "sentir" para "aprender", e é papel dos pais e professores trabalharem com foco na educação emocional, abrindo caminho para atuarem no apoio às crianças.

Fernanda Lapenda Silveira
Pedagoga / Psicopedagoga /
Especialista em Gestão Escolar

6 de fevereiro de 2012

Brincando você conhece seu filho!



À medida que as crianças crescem, os pais se deixam absorver pela rotina do dia-a-dia, pelo corre-corre do trabalho e preocupações domésticas, passando a priorizar um interesse pelo estudo e notas dos filhos.
Por outro lado, fruto destas mesmas causas, os pais por medo de que o filho tenha um tempo ocioso, enchem o dia-a-dia da criança com inúmeras atividades dirigidas que envolvem vários esportes e aulas variadas.
Assim, os momentos de lazer compartilhado entre pais e filhos escasseiam cada vez mais, em prejuízo da elaboração de um espaço de intimidade e da construção de uma proximidade que trará frutos muito úteis para lidar com a adolescência no futuro. Brincando com seu filho você terá uma chance de conhecê-lo melhor, de perceber seus sentimentos e pensamentos, ao saber suas fantasias que expressam desejos e temores, muitas vezes não ditos, como ela vê o papel dos pais em sua vida, e de como ela está entendendo o mundo que a cerca.
Ao brincar, os pais devem se deixar levar pela criatividade dos filhos, pela imaginação dos mesmos, evitando corrigi-los em suas brincadeiras, caso não haja riscos físicos, para que não se iniba a sua espontaneidade. Considerar brincadeira como “coisa de criança” só faz criar um muro entre as gerações, um muro do qual, na adolescência, os pais se queixarão e até temerão. Brincando com os filhos, ao sentar no chão para empilhar cubos, desenhar, contar histórias, mostrar quebra-cabeças, pular amarelinha, jogar bolinha de gude, andar de bicicleta ou se fantasiar de super-herói num faz-de-conta, você também poderá resgatar comportamentos sadios como descontração, senso de humor e flexibilidade. Pense nisso!
Os pais de hoje, em geral, têm uma vida muito mais agitada. Entretanto, os filhos pequenos esperam por essa atenção, porque a brincadeira é seu meio de “conversar”, descobrir coisas, mostrar o que sabem e se sentirem valorizados pelo olhar e pelas palavras paternas. O importante é conversar com os filhos sobre este cansaço, que faz certamente com que haja dias em que não conseguem estar dispostos para brincar, tentando deixar claro que isto anda tem a ver com estarem rejeitando ficar com eles.
Outra idéia é limitar o tempo da brincadeira: 15 minutos bem brincados, mesmo que apenas nos fins de semana, são melhores que uma manifestação de “não me incomode” ou “me deixa!”

(Colaboração da professora Luciana, do Maternal I A.
Texto de Elisabeth Salgado)