12 de junho de 2012

Jean Piaget, o biólogo que colocou a aprendizagem no microscópio

Jean Piaget (1896-1980) foi o nome mais influente no campo da educação durante a segunda metade do século 20, a ponto de quase se tornar sinônimo de pedagogia. Não existe, entretanto, um método Piaget, como ele próprio gostava de frisar. Ele nunca atuou como pedagogo. Antes de mais nada, Piaget foi biólogo e dedicou a vida a submeter à observação científica rigorosa o processo de aquisição de conhecimento pelo ser humano, particularmente a criança. 

Do estudo das concepções infantis de tempo, espaço, causalidade física, movimento e velocidade, Piaget criou um campo de investigação que denominou epistemologia genética - isto é, uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança. Segundo ele, o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida. 

"A grande contribuição de Piaget foi estudar o raciocínio lógico-matemático, que é fundamental na escola mas não pode ser ensinado, dependendo de uma estrutura de conhecimento da criança", diz Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

As descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia, mas, de certa forma, demonstraram que a transmissão de conhecimentos é uma possibilidade limitada. Por um lado, não se pode fazer uma criança aprender o que ela ainda não tem condições de absorver. Por outro, mesmo tendo essas condições, não vai se interessar a não ser por conteúdos que lhe façam falta em termos cognitivos.

Isso porque, para o cientista suíço, o conhecimento se dá por descobertas que a própria criança faz - um mecanismo que outros pensadores antes dele já haviam intuído, mas que ele submeteu à comprovação na prática. Vem de Piaget a ideia de que o aprendizado é construído pelo aluno e é sua teoria que inaugura a corrente construtivista. 

Educar, para Piaget, é "provocar a atividade" - isto é, estimular a procura do conhecimento. "O professor não deve pensar no que a criança é, mas no que ela pode se tornar".

Contribuição da Profª Silmara - Jardim I -A
Colégio Interação Itupeva

17 de abril de 2012

A importância de participar na vida escolar do seu filho

 


Um novo estudo mostra que acompanhar o crescimento educacional da criança aumenta suas habilidades sociais e diminui a chance de ter problemas de comportamento
Bruna Menegueço

 
Levar e buscar na escola, preparar a lancheira e checar a lição de casa. Se essa é a sua participação na vida escolar do seu filho, é hora de mudar! Uma nova pesquisa americana mostrou que quanto maior o envolvimento dos pais nas experiências escolares das crianças, mais facilidade de fazer amigos elas terão!

Os cientistas acompanharam 1.300 crianças desde o nascimento até o sexto ano do ensino fundamental. Com a observação, eles perceberam que, quanto mais os pais conversavam sobre a escola, visitavam o local, se envolviam com as lições e os trabalhos e incentivavam o progresso educacional da criança em casa, melhores eram as habilidades sociais dos seus filhos. Entre outras coisas, os alunos demonstraram mais autocontrole e comportamento cooperativo. E mais: eram menos agressivos e indisciplinados e tinham menos chance de desenvolver depressão ou ansiedade em excesso.

Segundo a psicopedagoga Silvia Amaral de Mello Pinto, da clínica Elipse (SP), a pesquisa reforça a importância de uma parceria entre a família e a escola. “Os pais têm que ter interesse em acompanhar o crescimento da crianç,a e a escola deve dar abertura e facilitar que esse contato aconteça, pois é aí que o aprendizado se completa”, diz.

Os pais precisam entender, no entanto, que acompanhar a vida escolar não significa apenas cobrar. É muito mais do que isso. É estimular, ensinar, conversar, prestigiar, acompanhar e discutir. A cobrança é a última ferramenta nessa parceria. E todo mundo só tem a ganhar.

Quando a criança se sente ouvida, apoiada, prestigiada, tem mais estímulo para aprender e aproveitar todas as oportunidades que a escola promove. “É no colégio que ela faz amigos, conquista seu espaço no mundo, forma a personalidade e aprende as lições dos livros e da vida”, afirma Silvia.

10 de abril de 2012

Respeitar os mais velhos



Quando a gente era pequeno, nem pensava em interromper a conversa de alguém com mais idade ou gritar com aquele vizinho de cabelo branco. Esse tipo de respeito vinha no kit criança, os pais nem precisavam se esforçar pra ensinar esse tipo de coisa. E sabe por quê? Porque eles também respeitavam, ué. A gente imitava e pronto. Hoje parece que a liberdade que se ganhou na vida em família levou embora o respeito junto. E não é pra ser assim, evidente. Mesmo com a síndrome da juventude eterna que se abateu no mundo. Mesmo com as pessoas fazendo loucuras pra se manter eternamente jovens. Tudo bobagem. Envelhecemos, sim, e ainda bem! Sinal de que estamos vivendo. A história começa por saber envelhecer e se dar ao respeito também... Quem é mais velho, viveu mais, tem mais experiência, precisa de respeito, sim, sim, sim. E vendo como a relação das crianças com os avós pode ser tão próxima e maravilhosa, o lance é partir daí e mostrar que todos nós temos muito a aprender com os mais velhos!

(Revista Pais & Filhos  - abril 2008)

19 de março de 2012

Vamos falar de piolhos!



O que é pediculose?

Pediculose é a infestação por piolhos e lêndeas. Ela pode atingir qualquer pessoa, de qualquer idade, sexo ou classe social, com bons ou maus hábitos de higiene, mas ocorre principalmente em crianças de 3 a 10 anos, ou seja, em idade pré-escolar ou escolar. Ela é mais comum em meninas e rara em negros.

Como a pediculose é transmitida pelo contato pessoal ou pelo uso de objetos de outro indivíduo infestado, locais como escolas são propícios para sua proliferação. Por isso, ao menor sinal da presença de piolhos, avise a direção para que os outros pais sejam alertados sobre o problema. Esta é uma medida importante para auxiliar no controle de um possível surto. Mais crianças podem estar infestadas e é muito importante tratá-las também, para que elas não voltem a transmitir o piolho.

O que é piolho? O que é lêndea?
O piolho é um inseto parasita que vive no couro cabeludo e se alimenta de sangue humano. Seus ovos, as lêndeas, são colocadas e afixadas na base dos fios de cabelo pelas fêmeas e, em alguns dias, se transformam em piolhos adultos.
Quais são os sintomas?
Tudo começa com uma "coceirinha", que logo vira um grande desconforto. Incomoda bastante e a criança pode ficar irritada, ter o sono perturbado, perdendo até mesmo a atenção durante a aula. A coceira intensa pode causar feridas no couro cabeludo, podendo ocorrer até uma infecção bacteriana secundária.

Como prevenir e tratar?
A melhor prevenção é a observação. Examine freqüentemente a cabeça das crianças. Assim fica mais fácil detectar a presença de piolhos e lêndeas logo no início. Se houver infestação, lave os objetos de uso pessoal e roupas de cama com água bem quente ou mantenha-os fora de uso por duas semanas. Os pentes e escovas devem ser lavados com água bem quente por 5 a 10 minutos. É importante tratar a pediculose com medicamentos específicos para eliminar piolhos e lêndeas. O uso de pente fino é imprescindível no auxílio à remoção dos piolhos e das lêndeas, completando o tratamento.

FONTE DA PESQUISA: samatende.com.br
Contribuição da professora Renata, do Jardim I - A

12 de março de 2012

Os estudos de Emília Ferreiro e sua expressiva contribuição à educação



A psicogênese da língua escrita, refere-se a uma descrição do processo por meio do qual a escrita se constitui em objeto de conhecimento para a criança. Na verdade, Emília Ferreiro inverteu as perguntas sobre “como alfabetizar as crianças?” – para – “como as crianças aprendem?”.

 A criança é vista como centro e agente do processo de aprendizagem, como sujeito ativo e inteligente. De acordo com Piaget, a criança pensa e elabora hipóteses sobre a escrita. Este é o ponto! A idéia de que a criança precisa pensar sobre a escrita para alcançar a alfabetização, revolucionou todas as outras e colocou em questão a necessidade dos “pré-requisitos” e da “prontidão para a alfabetização”. Até então, as escolas dispunham de salas de prontidão, onde eram aplicadas atividades específicas e exercícios, como: ligar,completar, seguir a seqüência, reproduzir, entre outros. Os alunos somente seriam promovidos para a primeira série, se tivessem alcançado a prontidão necessária e, portanto, “preparados para a alfabetização”.

Emília Ferreiro defendeu a importância de o aprendiz ser exposto ao mundo da escrita, a partir da participação em práticas sociais de leitura e escrita, uma vez que a alfabetização é de natureza conceitual e não perceptual como se pensava. Nesta visão, foi possível ampliar o meio onde se dá a aprendizagem, retirando da escola a responsabilidade pela alfabetização dos alunos, ou seja, o ensino das letras, sílabas e palavras, deixou de ser tarefa exclusiva do educador.

As crianças que não aprendiam de acordo com a expectativa do professor eram consideradas problemáticas, imaturas ou com dificuldades de aprendizagem, necessitando de intervenção específica. Os estudos de Emília Ferreiro nos permitem acompanhar todo o processo de escrita construído pela criança, bem como as hipóteses que elabora a medida que se desenvolve. O que anteriormente foi considerado um problema nos casos em que se acreditava que a criança escrevia  palavras sem sentido, com omissão de letras, tornou-se uma importante descoberta para os pais e professores.Emília Ferreiro chamou a atenção para a importância do ambiente – que deve ser alfabetizador – devido a oferta de oportunidades e de acesso à escrita, diferenciando as crianças entre si. Crianças com mais estímulo e motivação tem maiores chances de construir melhor seu processo de escrita, sem que se constitua um problema para as crianças com menos possibilidades. Ocorre que em decorrência do que foi dito acima, não há déficits, apenas oportunidades! 
Ambiente alfabetizador, não se constitui apenas com a decoração da sala que apresenta palavras, frases, versos, mas por meio da mediação do professor com seus alunos, respeitando o momento de cada um. Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicar as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos.

Segundo Emília Ferreiro, os níveis/fases da escrita são:

Nível Pré-Silábico- não se busca correspondência com o som; as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo. A criança tenta nesse nível:· Diferenciar entre desenho e escrita.· Utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras.· Reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato comas formas gráficas (imprensa ou cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita.
Percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes.

Nível Silábico- pode ser dividido entre Silábico e Silábico Alfabético:
*Silábico
-a criança compreende que as diferenças na representação escrita estão relacionadas com o “som” das palavras, o que a leva a sentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenas consoantes ou vogais ou letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras. 
*Silábico-Alfabético
 -convivem as formas de fazer corresponder os sons às formas silábicas e alfabéticas e a criança pode escolher as letras, ou de forma ortográfica ou fonética.

Nível Alfabético- a criança agora entende que:

-A sílaba não pode ser considerada uma unidade e pode ser separada em unidades menores.
-A identificação do som não é garantia da identificação da letra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas.
-A escrita supõe a necessidade da análise fonética das palavras.

No trabalho de Emília Ferreiro a escrita é um objeto de conhecimento, levando em consideração as tentativas individuais infantis, a interação, o aspecto social da escrita, onde a alfabetização é um processo discursivo. É importante refletir sobre a importância de a alfabetização ser significativa e contextualizada para a criança. Algumas conclusões: Emília Ferreiro aplicou a teoria mais geral de Piaget na investigação dos processos de aprendizado da leitura e da escrita entre crianças na faixa de 4 a 6 anos. Constatou que a criança aprende segundo sua própria lógica e segue essa lógica até mesmo quando ela se choca com a lógica do método de alfabetização. Em resumo, as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas!

Referência:
Ferreiro, Emília e Teberosky, Ana:Psicogênese da língua Escrita
. Ed. ArtesMédicas. Porto Alegre.Kaufman, Ana Maria:A Escrita e a Escola

Colaboração da Profª Raquel, do Jardim II


5 de março de 2012

Mordidas: uma fase do desenvolvimento

 
 
Deparar-se com uma marca de mordida ao buscar o filho na escola não é fácil para nenhuma mãe. Mas por que essa situação é tão comum?
 
Fato comum entre as crianças de 06 meses a 03 anos, as mordidas fazem parte de uma etapa muito importante do desenvolvimento infantil, na qual a criança leva à boca tudo o que encontra pela frente. Nessa fase a criança entende o que acontece ao seu redor e se comunica de forma gestual, pois não consegue fazê-lo verbalmente. As mordidas não são formas de agressividade ou inimizade, mas de se comunicar e de conseguir algo.

Ao iniciar o processo de socialização, a criança usa recursos que já conhece para se relacionar. Se sua relação com o mundo ainda é oral, orais serão as suas manifestações.

 
Para os pais,  sentimento de tristeza e de insatisfação quando nosso filho é mordido é normal, pois muitas vezes, desconhecemos que esta mordida faz parte do desenvolvimento infantil.

Evidentemente, trata-se de uma situação delicada e que precisa ser enfrentada da melhor maneira possível, mas com a parceria Escola / Família, num exercício de paciência e atenção é possível superar essa fase com sucesso.

PUNIÇÃO FUNCIONA?

Quando as mordidas ocorrem, a solução não é a punição pura. O caminho é usar um tom de voz firme e uma expressão facial que mostrem a criança que mordeu que sua atitude é inaceitável, pois fere o amigo, e que exige um pedido de desculpas. A criança que mordeu deverá acompanhar os cuidados do machucado que provocou no colega como uma forma de perceber que o seu ato trouxe conseqüências ruins.

PREVENÇÃO

Nós que trabalhamos com a Educação Infantil sabemos que é impossível impedir as mordidas entre os pequenos, mas que podemos minimizar o problema mantendo uma postura cuidadosa e de vigília.

Vale ressaltar que, à medida que a criança cresce e encontra outras formas de expressar seus desejos, afetos e descontentamentos, gradativamente ela deixa de recorrer a esse tipo de comportamento. No entanto, quando o hábito de morder se prolonga por muito tempo, é bom ter um olhar atento, pois algo não vai bem.
Há um período da infância em que comumente vemos crianças dando mordidas ao primeiro sinal de estresse. Isso porque, nos primeiros anos de vida, as crianças passam pelo que chamamos de “fase oral”.

 
O termo, criado pelo pai da psicanálise Sigmund Freud, explica o estágio mais primitivo de desenvolvimento, quando as necessidades, percepções e modos de expressão da criança estão originalmente concentrados na boca, lábios, língua e outros órgãos relacionados com a zona oral. As crianças na idade oral ainda não verbalizam com fluência e a linguagem do corpo acaba sendo mais eficaz. Nesta fase ela é egocêntrica, o que significa que imagina que o mundo funciona e existe por causa dela. Portanto, em sua concepção, tudo o que deseja deve ser prontamente atendido e, quando isso não ocorre... Nhack
 
A mordida é uma das primeiras formas de relacionamento, seja pela disputa de objetos ou pela atenção; o que a criança deseja ao morder um amiguinho não é agredi-lo, mas sim obter de forma rápida algum objeto ou chamar atenção.
 
Pais e educadores devem entender que a liberdade para a disputa é fundamental para o desenvolvimento humano, mas é claro que devem se empenhar para que esse comportamento seja controlado, incentivando a criança a utilizar sempre a linguagem verbal.
A passagem da fase acontece de forma gradativa, quando a criança sai do egocentrismo (foco em si mesma) e começa a descobrir o prazer de brincar com o outro, quando se inicia o processo efetivo de socialização. Conforme as crianças crescem, elas aprendem a controlar suas emoções e a se expressar através da fala, deixando a mordida de lado. “O importante é que tanto a escola quanto os pais saibam usar este momento para ensinar á criança regras de convivência”.

 
Apesar de, na maioria das vezes, a mordida fazer parte do desenvolvimento natural da criança,  psicopedagogos alertam que, em alguns casos, este comportamento pode sinalizar um problema de ordem emocional. “Se estas mordidas passam a ser freqüentes, a criança pode estar insatisfeita, ansiosa, com sentimento de rejeição e tenta chamar a atenção através da agressividade. Quando isso acontece, a família e a escola precisam acompanhar de perto e com atenção para descobrir as possíveis causas. Falta de carinho e atenção?! Como é a estrutura familiar?! E, dependendo do caso, é importante buscar a ajuda de um psicólogo”, orientam. Contudo os casos de ordem emocional não são em si a maioria.
Definimos então como necessária a compreensão de um dos mais importantes estágios do desenvolvimento psicossexual infantil, e por acreditar nisso que retirei um breve texto sobre o assunto do livro Compêndio de Psiquiatria dinâmica de Kaplan & Sadock, Ed. Artes Médicas, que relata a fase das mordidas também chamada de fase oral.

Fim das mordidas

 
As mordidas costumam acontecer entre 1 e 2 anos de idade, o que não quer dizer que seja aceitável que a criança saia por aí distribuindo dentadas. Morder pode ser a forma de uma criança demonstrar insatisfação enquanto não sabe expressar as emoções com palavras


Fique atento se a criança tornar o comportamento um hábito, principalmente se já estiver maiorzinha. Nesse caso, morder pode ser sinal de problemas de relacionamento e ciúmes, por exemplo.  

Nunca bata no seu filho se ele morder um amiguinho. Converse com ele, quantas vezes for preciso, sobre outras formas de conseguir o que deseja


Criança que morde começa a ser rejeitada pelo grupo. Assim, as próprias crianças do grupo passam a mostrar para a criança que morde que isso não traz benefícios... 
Nunca ceda a um capricho só porque ele ameaçou bater ou morder alguém. Reprima a atitude e mostre o quanto o comportamento é inaceitável


Se seu filho for mordido, nunca o incentive a fazer o mesmo com a outra criança. Mostre que o coleguinha não fez por mal e sugira que ele brinque com outras crianças até que essa fase passe .


Essa é uma fase que precisa da devida atenção e acompanhamento de todos! Escola e família devem estar atentas, pois é um trabalho conjunto!

Texto retirado da Revista Guia Prático Do Professor.
Fernanda Lapenda Silveira

23 de fevereiro de 2012

Saúde e alimentação!

Como incentivar seu filho a ter uma alimentação mais saudável

A alimentação é essencial para que a criança cresça e se desenvolva bem. OK, disso você já sabia. Mas como fazer uma criança pequena e muito teimosa comer alimentos saudáveis, naturais, e absorver o hábito para o resto da vida? Não é tarefa fácil, mas temos algumas sugestões que podem ajudar.
Lembre-se: você não precisa usar todas essas estratégias. São só ideias, mas cada mãe sabe o que funciona melhor com seu filho, e sabe o tempo que tem disponível para cuidar das refeições e da família.
Deixe a criança participar
Uma ótima maneira de fazer seu filho se interessar é envolvê-lo nas decisões da família sobre a comida. É claro que ele não vai poder ler o cardápio de um restaurante, mas vai adorar ir com você ao supermercado.
Assim que já conseguir fazer isso, peça a ele que segure a lista das compras do supermercado no carrinho. Dê a ele o direito de escolher algumas coisas: cenoura ou chuchu? Abacate ou melão para a sobremesa?
Tente transformar a coisa numa brincadeira: leve-o à feira ou ao supermercado numa "caça ao brócolis", desenhe o brócolis, ensine a ele a cor do brócolis, e faça a maior festa se ele comer. Mas não desanime se com tudo isso ele não quiser abrir a boca nem com reza brava. Aproveite você para comer o brócolis -- com sorte ele vai se inspirar e querer imitá-la.
Há várias outras formas de envolver seu filho na alimentação. Veja algumas ideias:
- Diga que ele é o cozinheiro (vale até um chapéu de chef improvisado, ou um avental) e deixe-o colocar queijo ralado no macarrão, espalhar o molho sobre a massa da pizza, fazer bolinhas com a massa de pão.
- Faça "carinhas" com a comida no prato dele: por exemplo, macarrão como cabelo, dois tomatinhos como olhos, uma almôndega. Em cima da torta, desenhe com a massa a inicial do nome da criança ou use cortadores de biscoito para criar enfeitinhos.
- Ainda com cortadores de biscoito: use-os para cortar sanduíches de pão de forma em formatos divertidos.
- Deixe-o molhar pedaços de fruta no iogurte. Ele vai adorar a meleca, e talvez coma.
- Arranje pratos coloridos, ou um jogo americano divertido, para ele achar mais graça na hora de comer.
Vá até a fonte
Leve seu filho, quando der, para conhecer um pomar, uma horta ou uma fazenda, para ele ver de onde as coisas vêm. Mesmo que você não consiga fazer esse tipo de passeio, mostre as árvores nas ruas, plante um feijão no algodão em casa mesmo, para tentar atrair o interesse da criança. E faça da ida à feira ou ao supermercado um programão para ele.

Cuidado com os sucos artificiais
Sucos de caixinha são gostosos mas podem enganar: em vez de nutrientes naturais, podem conter corantes e adoçantes artificiais. Outras vezes os sucos até são naturais, mas contém muito açúcar.
Os sucos naturais, de preferência feitos na hora, com a fruta fresca, são excelentes para a nutrição da criança. Melhor ainda se estiverem misturados com hortaliças (laranja com cenoura, abacaxi com couve). Só que não dá para exagerar no suco: os açúcares naturais das frutas podem "roubar" o apetite do seu filho para outros alimentos, e ainda fazer mal aos dentes, se ele tomar suco o dia todo (pior se for na mamadeira).
Mescle então os sucos com frutas em pedaços. E não se esqueça de oferecer água quando ele estiver com sede. Na lancheira da escola, por exemplo, não é necessário mandar suco todo dia. A criança pode tomar água com o lanche.
Comida saudável com cara de guloseima
Bebidas geladas com frutas são apetitosas no calor. Com alguns ingredientes extras, elas ficam ainda mais saudáveis. Para dar substância, você pode colocar suco de fruta, leite, iogurte ou sorvete. Acrescente as frutas que preferir e ponha ingredientes saudáveis e inofensivos como semente de linhaça moída (não altera o sabor e acrescenta fibra e ômega 3).
Use frutas e hortaliças para fazer bolos caseiros. Se a criança adora bolo de cenoura, talvez se convença a comer a cenoura de outros jeitos. Em bolos e pães feitos em casa, você pode trocar uma parte da farinha por farinha integral, para aumentar o teor de fibra (mas nunca mais que a metade do total de farinha). Até abobrinha dá para usar em receitas de bolo!
Gelatinas naturais são outra grande sacada: em vez de usar o pozinho industrializado, faça um suco de frutas natural ou pegue a polpa e junte gelatina incolor sem sabor, para dar a consistência.
Tente não enganar a criança
Se seu filho se sentir traído pela lasanha que na verdade era de berinjela, pode ficar desconfiado para sempre, toda vez que você for dar uma comida para ele, mesmo que seja a preferida.
Dê um aviso de que a coisa é novidade: "Hoje vamos comer uma lasanha especial, que eu adoro!" Você sempre corre o risco de a criança fazer cara feia quando ouvir a palavra "especial" ou "diferente", mas é melhor do que ele recusar tudo o que você oferecer, desconfiando de algum truque.
Pouco é muito
Não é tão difícil suprir as necessidades nutricionais de uma criança pequena. Um inocente lanchinho formado por meio copo de leite integral, uma fatia de pão de forma integral com uma camada fina de creme de amendoim ou geleia natural já responde por 82 por cento das necessidades de proteína num dia todo, além de um terço do total de cálcio necessário, quase todo o magnésio e metade do zinco.
 Também é um terço da quantidade de carboidratos recomendada, uma vitamina com uma banana e meia xícara de morangos já "mata" toda a necessidade de fruta por um dia inteiro.
Seja um bom exemplo
Servir de exemplo para seu filho é uma ótima oportunidade para mudar os seus próprios hábitos alimentares e comer melhor. O pão integral pode ser adotado pela casa inteira. Você vai mesmo ter de comprar frutas e hortaliças, portanto aproveite e coma também. O que você faz em casa é encarado como o "normal" pelo seu filho. A partir daí, a imitação é natural. Se na sua casa tiver salada todo dia, ele vai achar que é assim que tem de ser, e vai estranhar se na casa do amiguinho não houver nenhum alimento verde na mesa.
Desestresse
Sabemos que é fácil falar, que todos os seus instintos maternos só serão satisfeitos quando o prato estiver vazio... Mas procure não se estressar muito se ele não comer. Há quem diga que as brigas para a criança comer acabam criando um ciclo vicioso: ela recebe bastante atenção e faz mais birra.
Confie nos instintos do organismo do seu filho. Já diziam os médicos das antigas que criança não morre de fome em casa onde haja comida. A epidemia de obesidade levou os especialistas a temerem ainda mais comportamentos como exigir que a criança "raspe o prato" ou usar sobremesa como arma de chantagem.
Se ele não comeu, respire fundo, leve o prato embora e espere a próxima refeição (como o lanche da tarde). Nela, ofereça alimentos nutritivos, como frutas, pão com queijo, leite. Faça todo o esforço do mundo para não ceder logo depois e compensar a falta de alimentação com uma bolacha ou algo de que a criança adore comer: ela vai aprender rapidinho a usar o truque para conseguir o que quer.
Procure participar da refeição, fazendo dela uma situação agradável. A ideia é fazer com que seu filho crie um relacionamento saudável com a comida. Assim como os demais cuidados, a alimentação envolve parceria com os familiares.


Colaboração da professora Rose Gandra Pontes, do Maternal II B.
Escrito para o Baby Center Brasil. Aprovado pelo conselho médico do Baby Center Brasil.

13 de fevereiro de 2012

Desenvolvimento emocional e processo de aprendizagem


O desenvolvimento emocional da criança
O mais importante numa relação entre pais/professores e filhos/alunos é o amor. Toda criança espera ser amada e só assim passa a retribuir esse amor.
Desde que nasce, enquanto cresce e se desenvolve precisa sentir-se querida, procurada, ajudada, elogiada, para crescer emocionalmente equilibrada e desenvolver na vida adulta todo seu potencial humano.
Também o pai tem um papel insubstituível nessa tarefa: ele ajuda a criar uma base segura com amor e entendimento, para que a criança se torne um adulto feliz.
Para respeitar uma criança é necessário aceitá-la do jeito que é, entender que ela vai crescer e construir sua própria vida, de modo diferente do que fizeram pai e mãe, e ensinar-lhe as normas de convivência já sabendo que ela vai praticá-los a seu modo, com seus limites, inclinações e imperfeições. Precisamos saber que a grande meta na vida dessa criança é tornar-se ela própria e não uma simples repetição do que somos ou fomos.
Um bebê, uma criança, é incapaz de compreender relações humanas, analisar situações ou tomar decisões. Ela age movida apenas por suas necessidades, medos e aflições.
Assim, não se pode dizer que ela respeita ou desrespeita a mãe ou o pai. Ela deve ser entendida, acalmada, amparada. Com paciência, tolerância, até que o tempo determine o amadurecimento e a permita fazer suas escolhas.
O desenvolvimento emocional tem relação direta com o processo de aprendizagem da criança, pois a aprendizagem acontece quando a criança é capaz de fazer assimilações diante daquilo que é relevante para seu contexto de vida. O que faz sentido para a criança apresenta-se imbuído de questões emocionais, seja através do medo, das frustrações, da motivação, enfim, a criança conhece o mundo enquanto cria, e, ao criar o mundo, ela nos revela a verdade sempre provisória da realidade que se encontra. Construindo seu universo particular no interior de um universo maior reificado, ela é capaz de resgatar uma compreensão do mundo, devolvendo, por meio do jogo dialógico que estabelece na relação com os outros, os múltiplos sentidos da realidade (SOUZA, 1996).
Nessa relação que a criança estabelece com o meio, o aprendizado ocorre por intermédio das emoções. Assim, percebemos que a aprendizagem é um processo intensamente emocional, orientado, inibido e conduzido por diferentes emoções, incluindo medo e esperança, excitamento e desespero, curiosidade e ansiedade.
É importante "sentir" para "aprender", e é papel dos pais e professores trabalharem com foco na educação emocional, abrindo caminho para atuarem no apoio às crianças.

Fernanda Lapenda Silveira
Pedagoga / Psicopedagoga /
Especialista em Gestão Escolar

6 de fevereiro de 2012

Brincando você conhece seu filho!



À medida que as crianças crescem, os pais se deixam absorver pela rotina do dia-a-dia, pelo corre-corre do trabalho e preocupações domésticas, passando a priorizar um interesse pelo estudo e notas dos filhos.
Por outro lado, fruto destas mesmas causas, os pais por medo de que o filho tenha um tempo ocioso, enchem o dia-a-dia da criança com inúmeras atividades dirigidas que envolvem vários esportes e aulas variadas.
Assim, os momentos de lazer compartilhado entre pais e filhos escasseiam cada vez mais, em prejuízo da elaboração de um espaço de intimidade e da construção de uma proximidade que trará frutos muito úteis para lidar com a adolescência no futuro. Brincando com seu filho você terá uma chance de conhecê-lo melhor, de perceber seus sentimentos e pensamentos, ao saber suas fantasias que expressam desejos e temores, muitas vezes não ditos, como ela vê o papel dos pais em sua vida, e de como ela está entendendo o mundo que a cerca.
Ao brincar, os pais devem se deixar levar pela criatividade dos filhos, pela imaginação dos mesmos, evitando corrigi-los em suas brincadeiras, caso não haja riscos físicos, para que não se iniba a sua espontaneidade. Considerar brincadeira como “coisa de criança” só faz criar um muro entre as gerações, um muro do qual, na adolescência, os pais se queixarão e até temerão. Brincando com os filhos, ao sentar no chão para empilhar cubos, desenhar, contar histórias, mostrar quebra-cabeças, pular amarelinha, jogar bolinha de gude, andar de bicicleta ou se fantasiar de super-herói num faz-de-conta, você também poderá resgatar comportamentos sadios como descontração, senso de humor e flexibilidade. Pense nisso!
Os pais de hoje, em geral, têm uma vida muito mais agitada. Entretanto, os filhos pequenos esperam por essa atenção, porque a brincadeira é seu meio de “conversar”, descobrir coisas, mostrar o que sabem e se sentirem valorizados pelo olhar e pelas palavras paternas. O importante é conversar com os filhos sobre este cansaço, que faz certamente com que haja dias em que não conseguem estar dispostos para brincar, tentando deixar claro que isto anda tem a ver com estarem rejeitando ficar com eles.
Outra idéia é limitar o tempo da brincadeira: 15 minutos bem brincados, mesmo que apenas nos fins de semana, são melhores que uma manifestação de “não me incomode” ou “me deixa!”

(Colaboração da professora Luciana, do Maternal I A.
Texto de Elisabeth Salgado)

30 de janeiro de 2012

Volta às aulas: a importância do uso do uniforme!


      O uniforme escolar é um item que proporciona grande praticidade para os alunos e economia para os pais. Com certeza, usar diferentes roupas a cada dia de aula é no mínimo, caro, devido ao desgaste. Fora isso, crianças e adolescentes numa certa idade sempre querem chamar a atenção dos colegas usando roupas diferentes e mais caras, desencadeando o consumismo.
      A prática das escolas em estabelecer o uso da mesma roupa entre os alunos possui sua origem no exército, uma das primeiras instituições a adotar uma vestimenta única para todos os seus militares. Os uniformes escolares começaram a ser utilizados por volta de 1890 pelos estudantes da Escola Normal, responsável pela formação de professores. As escolas mais tradicionais passaram a adotar o uniforme, de fato, somente na década de 20. Já as demais, na década de 30.
      Os uniformes foram criados para simbolizar as cores, o nome, a tradição e o símbolo da escola, desta forma, os alunos uniformizados deveriam manter um comportamento exemplar e zelar pela imagem das instituições, mesmo fora delas. Entre as décadas de 40 e 70, o uniforme de uma instituição conceituada era um símbolo de aceitação social, sendo o sonho de muitos alunos e pais. A partir da década de 90, as escolas, principalmente privadas, mudaram bastante os modelos de seus uniformes, fazendo roupas mais confortáveis.
      De fato, essa padronização é importante. Primeiro porque evita que a sala de aula se transforme em um “desfile de modas”, segundo porque seu uso desenvolve nos alunos um sentimento de pertencimento ao grupo, fundamental no desenvolvimento psicossocial das crianças.

Fonte: http://www.brasilescola.com