31 de agosto de 2011

HORA DO LANCHE - COMO GARANTIR A SEGURANÇA DA CRIANÇA!

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     Fruta, sanduíche e suco. Na hora de montar a lancheira do seu filho, você se preocupa em escolher alimentos para que ele faça uma refeição equilibrada. E como manter a qualidade do lanche até a hora do recreio da criança?

      Um estudo feito pela Universidade de Texas, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Pediatrics, com 705 crianças que estavam na pré-escola, mostrou que o lanche de 90% delas foi considerado inadequado para consumo. Segundo os cientistas, os alimentos haviam atingido uma temperatura muito alta, o que facilita a proliferação de bactérias e pode causar doenças.
      Os pesquisadores mediram a temperatura dos lanches uma hora e meia antes de serem consumidos. Das 705 lancheiras testadas, 39% não tinham nenhum tipo de refrigeração – como gelo reutilizáveis ou embalagens térmicas – e 45% tinham apenas um gelo. Cerca de 82% dos lanches estavam na temperatura ambiente.
      Apesar do resultado alarmante, os médicos ainda não sabem o impacto que isso pode causar na saúde e no desenvolvimento das crianças. "Este é um estudo provocativo", diz o pediatra Michael Green, do Hospital Infantil de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

      Para garantir a segurança dos alimentos que seu filho leva na lancheira, o primeiro passo é saber a hora do recreio da criança. “O tempo entre o preparo e a hora do consumo é fundamental para acertar na escolha”, diz a nutricionista Werusca Barrios, do Hospital Samaritano, em São Paulo.
      Tanto a lancheira quanto a garrafa têm de ser térmicas e no caso de alimentos que precisam de refrigeração, a saída é colocar gelos reutilizáveis. “Para calcular a quantidade de gelinhos, inclua sempre o suficiente para igualar o peso de todos os alimentos juntos”, diz a nutricionista. Por exemplo, se um iogurte, uma fruta e um sanduíche pesam 250 gramas, coloque a mesma quantidade de gelos na lancheira.
      Se possível, deixe a lancheira vazia na geladeira durante a noite. Ela vai absorver a temperatura e manter o gelo e a qualidade dos alimentos por mais tempo. O mesmo vale para a garrafa térmica.
O QUE COLOCAR NA LANCHEIRA
      Na hora de escolher os alimentos, lembre-se que os derivados do leite – como iogurtes, queijos, requeijão – são mais sensíveis às mudanças de temperatura e perdem a qualidade facilmente. Com os cuidados adequados, esses alimentos mantêm as características por duas horas. O mesmo tempo vale para os embutidos, como peito de peru e presunto.
      As melhores frutas são maçã, pêra, banana, pêssego, goiaba, uva e nectarina. As frutas que precisam ser descascadas como mexerica e manga perdem um pouco de nutrientes. Antes de embalar, higienize bem a fruta. As que a criança consome a casca têm de ser lavadas em água corrente e depois colocadas em uma solução clorada (o produto é vendido em supermercados, veja no rótulo da embalagem como proceder). Se a casca for descartada, só lave e seque.
      Pães, biscoitos, cookies, barrinhas não estragam, assim como queijos processados e sucos industrializados. Na hora de escolher a melhor opção para o seu filho, cheque se no rótulo do suco, há corante ou sabor artificial. Fuja desses e prefira sempre os preparados com frutas.
Fonte: Revista Crescer

24 de agosto de 2011

A agressividade nas crianças

Nos primeiros anos de vida, por não dominar os recursos da linguagem e, consequentemente, não conseguir exprimir verbalmente as suas contrariedades, a criança expressa a sua agressividade através de gritos, choro ou até com agressões físicas.

Por Fernanda Lapenda Silveira

O que podemos observar, sem sombra de dúvida, na fase da pré-escola (de 1 a 4 anos aproximadamente) é que toda criança tem dificuldades para dominar suas emoções. Quando é contrariada, ainda não tem maturidade emocional para se controlar e acaba explodindo: as crianças mais sentidas choram, outras mais agressivas partem para a ação, batendo, agredindo ou mordendo.
Esse ‘descontrole’ é normal e tem explicação. Freud, em sua teoria da personalidade, já dizia que, ao nascer o homem tem apenas a primeira estrutura, o Id, que representa os instintos. Nos primeiros anos de vida precisamos ser atendidos imediatamente em nossas necessidades; se o bebê tem fome ele se põe a chorar; se está com frio, molhado ou com sono, não demora a demonstrar seu desconforto. Ele não sabe esperar, definitivamente não consegue esperar.
, Pouco a pouco vai se formando a segunda estrutura, o Ego. Uma de suas funções mais importantes é desenvolver no indivíduo a capacidade de suportar as frustrações, os desejos não atendidos ou adiados. Quanto maior for a tolerância à frustração, mais o indivíduo cresce, mais ele se fortalece.
Como agir quando a agressão acontece?
Durante o período pré-escolar os pais controlam muitas das experiências de frustração e gratificação da criança, determinando se ela será premiada ou castigada por comportamentos agressivos e servindo como modelo para imitação. Essa é uma situação muito delicada, pois sabemos que um pai que emprega punição física para inibir comportamentos agressivos dos filhos também está servindo como modelo agressivo, demonstrando à criança o poder e a utilidade potencial da agressão.
Mesmo sabendo que nosso filho pequeno ainda não consegue dominar suas emoções, não devemos deixar que ele nos bata, chute ou agrida os outros. De modo nenhum.
Eles podem ter suas emoções ainda não dominadas, mas são muito capazes de entender os limites que lhes são colocados. A ação segura e firme - porém carinhosa dos pais e educadores - ajuda a criança a estruturar seu ego de forma mais rápida.
Entretanto, por ignorar esse fato, muitos pais, ao verem seus filhos chorando e esperneando por não tolerar alguma contrariedade, entre orgulhosos e assustados dizem: "Esse nosso filho tem muita personalidade". A cada vez que situações como essas acontecem, a criança aprende que funciona gritar, espernear e chutar para conseguir o que quer, e acaba repetindo esse comportamento. É por isso que vemos hoje em dia filhos batendo, beliscando, empurrando e puxando os pais quando não são atendidos imediatamente ou se contrariados em alguma coisa. São crianças que permanecem imaturas, instintivas e imediatistas.
                Compreender que a criança está com raiva é uma coisa, permitir que ela nos agrida ou agrida os outros é algo muito diferente.
Dicas e sugestões que podem ajudar:
  • Se a criança insistir em nos machucar, deveremos segurar a sua maõzinha e dizermos bem sérios: "Isso não é bonito, você não pode me bater".
  • Às vezes, deixar de fazer algo que a criança goste muito também funciona; por exemplo, devemos dizer que estamos tristes porque nosso filhinho agiu mal e que por isso não vamos mais brincar hoje ou descer para o playground. Ele irá compreendendo que cada ação provoca uma reação, que poderá ser de aprovação ou de restrição.
  • Muitas vezes pudemos constatar que ignorar a agressão e recompensar os comportamentos cooperativos e pacíficos através de atenção e elogios poderá ser de grande eficácia.
  • Dizer para a criança que nós entendemos que ela está sentindo raiva e que nós sabemos o porquê disso poderá ajudá-la muito no sentido de que sentir raiva não é um sentimento negativo , feio ou ruim, mas que deve ser controlado.

Fernanda Lapenda Silveira é Pedagoga, Psicopedagoga, Especialista em Gestão Educacional.
 Coordenadora Pedagógica do Colégio Interação Itupeva.

15 de agosto de 2011

Entrevista com Gilles Brougère sobre o aprendizado do brincar

Ótima matéria da Revista Nova Escola de agosto!


Filósofo francês explica que o jogo é uma construção social que deve ser estruturada desde cedo. E o professor pode enriquecer essa experiência



Foto: Marina Piedade
GILLES BROUGÈRE "O brincar tem de se desenvolver em aberto, com possibilidades variadas. Quando todos sabem quem vai ganhar, deixa de ser um jogo."Foto: Marina Piedade
Sob o olhar de um educador atencioso, as brincadeiras infantis revelam um conteúdo riquíssimo, que pode ser usado para estimular o aprendizado. Gilles Brougère, um dos maiores especialistas em brinquedos e jogos na atualidade, entrou nesse universo totalmente por acaso. Desde o fim da década de 1970, o tema tornou-se objeto de estudo no grupo de pesquisadores em que ele atuava. Como na época não existiam investigações sobre a temática, Brougère vislumbrou o muito que havia para ser feito.Desde então, ele pesquisa a cultura lúdica da perspectiva da sociedade na qual cada criança está inserida. É o contexto social, diz ele, que determina quais serão as brincadeiras escolhidas e o modo como elas serão realizadas.
Seus estudos indicam que os pequenos se baseiam na realidade imediata para criar um universo alternativo, que ele batizou de segundo grau e no qual o faz de conta reina absoluto. Graças a um acordo entre os participantes - mesmo os muito pequenos -, todos sabem que aquilo é "de brincadeira". Por isso, fica fácil decidir quando parar. Pelo mesmo motivo, um jogo não pode ser nem muito entediante nem muito desafiante ao ponto de provocar ansiedade.
No final de 2009, Brougère esteve no Brasil e conversou com NOVA ESCOLA, inclusive sobre a relação do brincar com a violência.

Quais são as características básicas da brincadeira? 
GILLES BROUGÈRE A primeira característica é a que se refere ao faz de conta. É o que eu chamo de segundo grau. Toda brincadeira começa com uma referência a algo que existe de verdade. Depois, essa realidade é transformada para ganhar outro significado. A criança assume um papel num mundo alternativo, onde as coisas não são de verdade, pois existe um acordo que diz "não estamos brigando, mas fazendo de conta que estamos lutando". A segunda característica é a decisão. Como tudo se dá num universo que não existe ou com o qual só os jogadores estão de acordo que exista, no momento em que eles param de decidir, tudo para. É a combinação entre o segundo grau e a decisão que forma o núcleo essencial da brincadeira. A esses dois elementos, podemos acrescentar outros três. Para começar, é preciso conhecer as regras e outras formas de organização do jogo. Além disso, o brincar tem um caráter frívolo, ou seja, é uma ação sem consequências ou com consequências minimizadas, justamente porque é "de brincadeira". Por fim, há o aspecto da incerteza, pois o brincar tem de se desenvolver em aberto, com possibilidades variadas. Quando todos sabem quem vai ganhar, deixa de ser um jogo (e, nesse ponto, é o contrário de uma peça de teatro, que também é "de brincadeira", mas que sabemos como acaba).

O tema de sua pesquisa é a relação da brincadeira com a cultura lúdica. Como definir esse conceito? 
BROUGÈRE A cultura lúdica são todos os elementos da vida e todos os recursos à disposição das crianças que permitem construir esse segundo grau. Ela não existe isoladamente. Quando a criança atua no segundo grau, mantém a relação com a realidade (o primeiro grau), pois usa aspectos da vida cotidiana para estabelecer uma relação entre a brincadeira e a cultura local num sentido bem amplo. Depois, os pequenos desenvolvem essa cultura lúdica, que inclui os jeitos de fazer, as regras e os hábitos para construir a brincadeira. Um bom exemplo são as músicas cantadas antes de começar uma brincadeira no pátio da escola.

Essa cultura, portanto, é individual ou compartilhada? BROUGÈRE Ambos. Como toda cultura, ela se refere ao que é compartilhado e é isso que permite que uma criança brinque com outras. Cultura, numa definição muito rápida, é "tudo aquilo que compartilhamos". Então, para compartilhar uma brincadeira, é preciso ter uma cultura compartilhada. Ao mesmo tempo, porém, é preciso entender que cada criança, em função de sua história de vida, tem um jeito particular de lidar com as brincadeiras. Às vezes, ela conhece alguns jogos, mas não outros. Por isso, posso afirmar que existe também uma individualização dessa cultura, já que nem todos compartilham todos os elementos da cultura lúdica de uma geração. Alguns jogam videogames que outros nem conhecem. Da mesma forma, há diferenças entre as brincadeiras de meninas e de meninos. A cultura lúdica é a soma de tudo isso, considerando o resultado da vida de cada um. O fato é que a experiência lúdica não é a mesma para todas as crianças
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9 de agosto de 2011

Psicomotricidade

Psicomotricidade: um fazer necessário

Por Fernanda Lapenda Silveira

Movimento: meio pelo qual o indivíduo comunica-se e transforma o mundo que o rodeia. Tal definição nos leva a pensar o movimento como sendo muito mais do que apenas mexer partes do corpo; nos leva a um conceito consciente, considerando que através de atividades psicomotoras, auxilia a criança na comunicação com o mundo através da ação, favorecendo o desenvolvimento integral a partir de um aprendizado sistematizado, direcionado à faixa etária e de acordo com o meio em que a criança vive...

Inicialmente a psicomotricidade estava relacionada a uma concepção neurofisiológica, ancorada na neuropsiquiatria infantil, mas o interesse de estudiosos de outras áreas, como psicólogos e professores, foi mudando o enfoque deste trabalho. Os autores que mais influenciaram os psicomotricistas nesta mudança foram Wallon, Piaget e Lê Boulch, que em suas obras tratam da formação da inteligência a partir da experiência motriz da criança.

Vários estudos já foram realizados neste sentido e atestaram a importância do desenvolvimento psicomotor e cognitivo desde a primeira infância, já que o desenvolvimento psicomotor é de grande importância inclusive para o aprendizado da leitura e escrita e que as crianças com nível superior de desenvolvimento conceitual e psicomotor são as que apresentam os melhores resultados escolares.

Segundo a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade (1999), psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo.

Dessa forma, tem como objetivo incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança, contribuindo para a formação e estruturação do esquema corporal; promovendo a união do ser corpo, ser mente, ser espírito, ser natureza e ser sociedade; promover a utilização do corpo na expressão de sentimentos; compreender a forma como a criança toma consciência do seu corpo, localizando-se no meio e espaço.

Assim, a Educação Infantil aparece como cenário primordial no desenvolvimento psicomotor, onde deve-se primar pelo desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo, estando garantido no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, v. 3, p. 18) que quanto menor a criança, mais ela precisa de adultos que interpretem o significado de seus movimentos e expressões, auxiliando-o na satisfação de suas necessidades. À medida que a criança cresce, o desenvolvimento de novas capacidades possibilita que ela atue de maneira cada vez mais independente sobre o mundo à sua volta, ganhando maior autonomia em relação aos adultos.

A psicomotricidade pode ser classificada em dez funções psicomotoras: esquema corporal, tônus da postura, coordenações globais, motricidade fina, organização espacial e temporal, ritmo, lateralidade, equilíbrio e relaxamento, definidas abaixo:

Esquema corporal - A consciência do corpo é o reconhecimento do conjunto de estruturas representativas, simbólicas e semióticas que servem de base à ação. É a noção da imagem do corpo e dos meios de ação que estabelecem, com a memória, a formação do esquema corporal, ou seja, é a capacidade da criança de conhecer cada parte do seu corpo, sua habilidade na movimentação.

O esquema corporal desempenha um papel fundamental no aprendizado da leitura e escrita.

Tônus da postura - O tônus, está ligado com as funções do equilíbrio e regulações mais complexas do ato motor.

Coordenações globais - Chamada também de motricidade ampla, é definida como a colocação em ação simultânea de grupos musculares diferentes. É o conjunto de habilidades desempenhadas com o corpo todo, buscando a harmonia e o controle de movimentos amplos, como receber e arremessar uma bola por exemplo.

Motricidade fina - Em suma pode-se afirmar que motricidade fina resume-se a movimentação de pequenos músculos, englobando principalmente a atividade manual e digital, ocular, labial e lingual.

Organização espacial e temporal - A organização espacial é a capacidade de situar-se, orientar-se e movimentar-se em um espaço, tendo sempre como referência a própria pessoa. Refere-se às relações de perto, longe, em cima, embaixo, dentro, fora, etc.

Ritmo – É uma ordenação específica, característica e temporal do ato motor, ordenação esta que refere-se a processos parciais interligados no ato motor. Há ainda uma ligação entre ritmo e organização espacial e temporal.

Lateralidade - É a manifestação de um lado preferencial na ação, vinculado a um hemisfério cerebral; é necessário que não se discrimine a esquerda e a direita".

A aquisição deste conceito para a aprendizagem da leitura e escrita é de fundamental importância, sendo que sua falta implica em confusão na orientação espacial, podendo resultar em dificuldades tais como: troca de letras, palavras e escrita em espelho.

Equilíbrio - É a noção de distribuição do peso do corpo em relação ao centro de gravidade, podendo ser trabalhado estática e dinamicamente. Os exercícios de equilíbrio têm a finalidade de melhorar o comando nervoso, a precisão motora e o controle global dos deslocamentos do corpo no espaço. Um mau equilíbrio motor afeta a construção do esquema corporal, porque traz como consequência a perda da consciência de algumas partes do corpo.

Relaxamento - Fenômeno neuromuscular resultante de uma redução de tensão da musculatura esquelética. Pode ser dividido em relaxamento total, diferencial e segmentar, sendo que o primeiro envolve todo o corpo e está diretamente vinculado a processos psicológicos, o segundo responde pela descontração de grupos musculares que não são necessários à execução de determinado ato motor específico e o último é alcançado em partes do corpo.

Com isso e apesar de vários estudos já demonstrarem a importância da psicomotricidade no desenvolvimento cognitivo, na aprendizagem da leitura e escrita e na formação da inteligência, tradicionalmente, a escola tem dado pouca importância à atividade motora das crianças, reduzindo-a à visão de que o movimento é algo essencialmente motor, destacado das outras esferas do desenvolvimento.

Como professores, precisamos pensar no desenvolvimento da criança de forma integrada, buscando atender aos aspectos físicos, afetivos, sociais e cognitivos. Assim, torna-se indispensável uma ampla utilização do movimento, realizado através de atividades psicomotoras conscientes.

8 de agosto de 2011

Qual a hora certa de tirar o bebê das fraldas?

RICARDO CORRÊA
      Você ainda está pensando em tirar as fraldas do seu filho de dois anos? Para algumas famílias norte-americanas que colocam bebês com menos de 1 ano sentados no vaso sanitário, você está atrasado. Lá, coerente com o modo de viver competitivo da sociedade, quanto mais cedo a criança aprender a usar o toalete, melhor. Com isso, os bebês se livram das fraldas enquanto ensaiam os primeiros passos. O médico Barton D. Schmitt publicou um estudo mostrando que 50% dos bebês no mundo aprendem a usar o banheiro antes de completar 1 ano. Aqui no Brasil, ainda bem, não temos iniciativas parecidas.

      Para os médicos brasileiros uma criança com menos de 1 ano e meio não tem nem maturidade fisiológica nem psicológica para sair das fraldas. Adiantar esse treinamento não traz benefício algum para o bebê. "Você pode até condicioná-lo a usar o toalete, mas não significa que ele entenda o que está fazendo", afirma o pediatra Roberto Bittar. Quem sai das fraldas antes do tempo pode apresentar desde problemas orgânicos, como fazer cocô na roupa ou em lugar inapropriado (encoprese), até emocionais, como baixa auto-estima. "Nessa idade, a criança está muito vulnerável à percepção externa sobre a própria imagem. Imagine se ela está sem fralda, porque a tiraram antes do tempo, e faz xixi na roupa? Vai ser motivo de vergonha e constrangimento, podendo até gerar bloqueios emocionais sérios", diz a pediatra Maria do Carmo Barros de Melo. Por isso, o melhor é respeitar o desenvolvimento do seu filho e ter paciência nesse processo.

     Não se precipite. "Só comece o treinamento do seu filho se você perceber que ele está maduro. Assim, o aprendizado tem mais chances de acontecer com tranqüilidade, apesar das trovoadas", diz a pediatra Gelsomina Colaruso Bosco. Como saber se chegou a hora? As crianças costumam deixar a fralda do dia, em média, a partir dos 2 anos e meio. Na prática, seu filho dá sinais de que está pronto se demonstra desconforto ao sujar a fralda ou avisa quando fez xixi ou cocô. Se esse tempo não for respeitado, corre-se o risco de enfrentar quilos de roupas molhadas na lavanderia por meses a fio.  

7 de agosto de 2011

A origem do Dia dos Pais


     Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a ideia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
   Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.
    Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.
   A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).
   No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
    Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.

Estreia!

Postagem inicial... com o pé direito!

Aqui compartilharei meus trabalhos e, como o próprio nome do Blog diz, minhas ideias e ideais de educação!


"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino." ( Paulo Freire )